Pastoral Familiar de Fortaleza (CE) discute as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Conceito de Ação Evangelizadora

No último sábado, o X Encontro do Conselho Arquidiocesano da Pastoral Familiar de Fortaleza, que faz parte do Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocorreu na Faculdade Católica com cerca de 130 participantes. O evento teve como foco as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) para o período de 2026 a 2032 e seu papel na Pastoral Familiar nas paróquias. A formação, conduzida por Dom Janison de Sá Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza, proporcionou um espaço para discussão dos desafios da evangelização e a atuação da Igreja no cuidado das famílias contemporâneas.

Durante o encontro, foram abordadas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, destacando como suas orientações podem ser implementadas nas comunidades e paróquias. A formação enfatizou a importância de uma Igreja que promove a comunhão, que escuta as necessidades das pessoas e reconhece as transformações sociais, buscando novas formas de anunciar a mensagem de Jesus Cristo.

Papel da Pastoral Familiar

A Pastoral Familiar desempenha um papel fundamental na missão de acolhimento, acompanhamento e cuidado das famílias, levando em consideração as realidades e desafios que elas enfrentam atualmente. O bispo enfatizou que evangelizar não se resume a pregações, mas envolve também a vivência do amor, o acolhimento e o suporte às comunidades.

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Dom Janison inspirou os participantes ao lembrar a passagem do Evangelho de Lucas, que chama os discípulos a se aprofundarem em águas mais profundas, incumbindo as comunidades de ultrapassar a acomodação e ampliar suas ações evangelizadoras. Ele ressaltou que a presença da pastoral deve se abrir para novos grupos, aproximando-se de aqueles que estão distantes da Igreja e criando acolhimento para novas famílias.



Além disso, a formação ressaltou a importância de cuidar das pessoas que já fazem parte da comunidade, oferecendo formação contínua e oportunidades para crescimento na fé. Portanto, a missão evangelizadora deve fortalecer os vínculos existentes, ao mesmo tempo que busca alcançar aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus.

Desafios da evangelização

Durante a formação, a imagem da Igreja como uma “tenda do encontro” foi utilizada para simbolizar acolhimento e proteção. A ideia de uma tenda que pode ser montada e adaptada conforme as necessidades reais das famílias reflete uma Igreja que, sem perder sua identidade, está aberta às transformações do mundo. Nenhuma realidade familiar deve ser ignorada, e a Pastoral Familiar deve estar presente em todas as esferas da vida das famílias, sejam elas em momentos de alegria ou de dificuldades.

Foi também discutida a importância de acompanhar crianças, adolescentes e jovens, permitindo-lhes discernir os caminhos que os levam ao bem, com a ajuda da comunidade e da Palavra de Deus. Para tanto, os cinco caminhos da missão delineados nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora foram apresentados: Animação Bíblica da Pastoral, Iniciação à Vida Cristã, comunidades de discípulos missionários, liturgia e piedade popular, e Serviço à vida plena para todos.

Esses caminhos propõem um maior contato com a Bíblia, amadurecimento da fé, ambientes acolhedores, valorização da liturgia e compromisso com a defesa da vida e o cuidado do meio ambiente. O planejamento das ações pastorais para 2027 foi enfatizado, levando em conta as necessidades e desafios locais, com uma chamada à conversão das relações, processos e vínculos, estimulando a construção da comunhão e a participação ativa dos cristãos na sociedade.

Por fim, o encontro reforçou que a evangelização deve ir além da preparação para sacramentos, propiciando um verdadeiro encontro pessoal com Jesus Cristo. Assim, a transformação das relações é um chamado para diálogo, respeito e fraternidade, e os cristãos são encorajados a agir para promover justiça, dignidade e bem comum em suas comunidades.



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