Falta de água mineral é denunciada em cidades do Ceará

A falta de água mineral no Ceará foi denunciada por moradores de bairros de Fortaleza e de municípios do interior, após relatos de ameaças contra comerciantes. As denúncias se referem à venda de garrafões, não ao abastecimento público de água.

O caso ganhou repercussão depois que moradores de Banabuiú precisaram de escolta policial para comprar garrafões. Após a divulgação da situação, pessoas de outras localidades relataram problemas semelhantes.

Em Fortaleza, as denúncias envolvem Parque Dois Irmãos, Passaré e Manuel Dias Branco. Moradores também relataram dificuldades em Meruoca e Caridade, no interior do estado.

falta de água mineral no Ceará

Os relatos incluem a busca por água de poços e chafarizes em Meruoca, embora testemunhas afirmem que essas fontes podem fornecer água imprópria para consumo sem tratamento. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que a Polícia Civil investiga mensagens sobre supostas ameaças e extorsões.

Denúncias se espalham por Fortaleza e cidades do interior

Na Comunidade Rosalina, no bairro Parque Dois Irmãos, uma testemunha anônima afirmou que a cobrança contra comerciantes começou em 2 de novembro. Segundo o relato, criminosos teriam enviado uma ordem para exigir uma taxa de estabelecimentos que vendem garrafões de 20 litros.



A testemunha disse que cinco pontos de venda já estavam sem o produto e que encontrou água apenas em um sexto local. O comerciante desse depósito, segundo ela, temia buscar novas unidades na distribuidora.

Em Caridade, a cerca de 97 quilômetros de Fortaleza, moradores também denunciaram dificuldade para comprar água mineral. O município já havia enfrentado ataques de uma facção contra provedores de internet em 2025, quando fios foram rompidos e 90% dos clientes da cidade foram afetados.

Relatos de cobrança e investigação da Polícia Civil

Em Meruoca, moradores relataram que a venda de garrafões foi proibida após ameaças ao comércio local. Uma testemunha afirmou que algumas pessoas pagavam para que outras buscassem água no chafariz e que, quando o equipamento ficava sem água, moradores recorriam ao açude.

Segundo os relatos, a água obtida nessas fontes não é potável e precisa ser fervida antes de ser consumida. A testemunha também disse que moradores poderiam adoecer ao beber água imprópria.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que investiga mensagens sobre supostas ameaças e extorsões. De acordo com a pasta, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) conduz a apuração, enquanto a Polícia Militar realiza ações preventivas e ostensivas, com apoio dos setores de inteligência.



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