A auditoria de urnas eletrônicas no Ceará abrangerá 35 equipamentos no segundo turno das Eleições 2026, marcado para 25 de outubro. A definição foi feita pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
Segundo o TRE-CE, a cerimônia pública ocorreu em 24 de outubro, no auditório da sede do Tribunal, e foi presidida pelo juiz Alisson Simeão. A seleção incluiu equipamentos destinados a testes de integridade e de autenticidade.
A audiência foi transmitida pelo YouTube do TRE-CE e acompanhada por representantes de entidades fiscalizadoras, entre elas o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público, a Defensoria Pública da União e a Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB/CE).

De acordo com o Tribunal, as verificações buscam comprovar a confiabilidade e a segurança do processo eletrônico de votação. A seleção envolveu urnas de diferentes regiões do Ceará e dois tipos de auditoria, com procedimentos próprios.
Cerimônia pública e definição das urnas auditadas
Além dos órgãos citados na apresentação da audiência, acompanharam a definição representantes do Departamento do Patrimônio da União, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), do Serviço Social da Indústria (Sesi), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Também estiveram presentes integrantes da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e do partido Progressistas.
Do total de aproximadamente 24 mil urnas instaladas no Ceará, 12 equipamentos foram indicados por representantes de entidades fiscalizadoras. A escolha das demais 23 urnas ocorreu por sorteio.
Segundo o TRE-CE, as indicações partiram de entidades como a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral de Justiça e o Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE), além de organizações mencionadas durante a audiência. A relação também incluiu a OAB/CE, a Defensoria Pública da União e o Conselho da Magistratura do TJCE.
Na abertura, o juiz Alisson Simeão agradeceu a instituições que contribuíram para as etapas do trabalho, entre elas o Governo do Estado do Ceará, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7), a Justiça Federal no Ceará (JFCE) e o Ministério Público do Ceará (MPCE). Ele também citou o Colégio Ari de Sá, maior local de votação em Fortaleza, que sediou o teste com biometria, e as equipes envolvidas no planejamento, na logística e nas atividades preparatórias.
Distribuição das urnas selecionadas pelo Ceará
No Polo Cariri, foram selecionadas a seção 1 da 27ª Zona, no Crato; a seção 119 da 119ª Zona e a seção 179 da 28ª Zona, ambas em Juazeiro do Norte; a seção 7 da 26ª Zona, em Abaiara; e a seção 23 da 101ª Zona, em Aiuaba. No Polo Zona Norte, a seleção abrangeu as seções 189 da 24ª Zona e 308 da 121ª Zona, em Sobral; a seção 89 da 108ª Zona, em Chaval; a seção 102 da 74ª Zona, em Croatá; a seção 131 da 54ª Zona, em Hidrolândia; e a seção 72 da 44ª Zona, em Santana do Acaraú.
O polo de Fortaleza e Região Metropolitana reuniu 14 urnas para o Teste de Integridade sem biometria. Em Fortaleza, foram escolhidas as seções 337 da 115ª Zona, 736 da 2ª Zona, 306 da 93ª Zona, 784 da 83ª Zona, 294 da 117ª Zona, 328 da 118ª Zona e 792 da 1ª Zona. As demais correspondem à seção 34 da 67ª Zona, em Aracoiaba; à seção 41 da 72ª Zona, em Jaguaretama; à seção 285 da 123ª Zona, em Caucaia; à seção 63 da 109ª Zona, em Paracuru; à seção 240 da 29ª Zona, em Quixeré; à seção 61 da 97ª Zona, em Trairi; e à seção 137 da 8ª Zona, em Icapuí.
Outras duas urnas destinadas ao Teste de Integridade, desta vez com uso de biometria, pertencem à 112ª Zona Eleitoral de Fortaleza: as seções 428 e 441. Os testes com eleitores ocorreram em duas seções do Colégio Ari de Sá.
As oito urnas do Teste de Autenticidade foram distribuídas entre a seção 59 da 53ª Zona, em Santana do Cariri; a seção 272 da 23ª Zona, em Umirim; a seção 325 da 120ª Zona, em Caucaia; a seção 132 da 99ª Zona, em Quiterianópolis; a seção 87 da 92ª Zona, em Baixio; a seção 227 da 7ª Zona, em Cascavel; a seção 115 da 82ª Zona, em Fortaleza; e a seção 15 da 63ª Zona, em Boa Viagem.
Objetivos e procedimentos dos testes de auditoria
O Teste de Integridade consiste em uma simulação de votação realizada no mesmo dia e horário do pleito, das 8h às 17h. As urnas são escolhidas ou sorteadas na véspera da eleição, e o procedimento utiliza dados oficiais e cédulas de papel preenchidas previamente por entidades fiscalizadoras.
Quando não há representantes dessas entidades para preencher as cédulas, a tarefa cabe a terceiros; servidores e servidoras da Justiça Eleitoral são excluídos dessa atividade. No Ceará, duas urnas submetidas ao teste foram habilitadas por biometria de eleitores em seções do Colégio Ari de Sá.
Já o Teste de Autenticidade é conduzido pelo juízo eleitoral na urna da seção definida na véspera do pleito, antes do início da votação oficial e da emissão da zerésima. A verificação compara as assinaturas digitais dos sistemas lacrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até 20 dias antes da eleição, com as assinaturas dos sistemas instalados na urna; a zerésima registra que o equipamento não tinha votos computados antes da abertura da votação.

